terça-feira, 17 de março de 2009

Cabelo e Barba



Para além da necessidade de apresentar sempre uma imagem e exemplo de limpeza e disciplina, deve o Professor Titular proceder a alguns cuidados muito úteis para o seu exigente quotidiano. Nada pior que o ar de desmazelo.
O corte do cabelo deve ser muito curto, para evitar ninho de parasitas e sujar a gola da jaqueta e capote. A barba deve ser devidamente escanhoada, não devendo correr a navalha ao arrepio dos pelos, o que levanta a epiderme e dispõe para a irritação e inflamação da pele. Para evitar a transmissão de moléstias, o Professor Titular deve ter para si próprio, e para uso exclusivo, tesoura, navalha de barba, assentador e pincel. Recomendamos a desinfecção destes instrumentos antes de servirem.
Caso não haja desinfectantes à mão, aconselhamos que passem pela chama do gás ou de uma vela acesa a tesoura e a navalha.
No caso de o Professor Titular usar barba ou bigode, estes devem apresentar-se rigorosamente desenhados e aparados, para evitar que os maus cortes desvirtuem a simetria da face. Outro aspecto importante a não esquecer é que o Professor Titular que não possua já consolidada quer a referida barba, quer o dito bigode, deve esperar pelas férias para os deixar crescer, evitando, assim, que esse crescimento possa ser confundido, pelos alunos e os outros com desmazelo.
O uso de barba e bigode deve estar reservado aos Professores Titulares, devendo os outros andar sempre irrepreensivelmente escanhoados.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Disciplina

Professora agredida por aluna em Aveiro.

Se violência de alunos para com os professores é muito grave, a agressão física, que é a violência levada ao extremo, é inqualificável. Diz-nos a notícia que a professora se encontra no hospital, mas deveria dizer, também, que a aluna se encontra na esquadra, para onde deveria ter sido levada. Por não sabermos mais pormenores pouco podemos adiantar, por ora. Contudo é-nos claríssimo que um aluno que agrida fisicamente um professor deveria ser expulso e enviado para um reformatório, devendo averiguar-se qual o grau de culpabilidade do encarregado de educação e, se se verificasse incúria grave na educação do menor, a sua custódia ser-lhe-ia retirada, temporária ou definitivamente. Os alunos, e os seus paizinhos, têm que ficar a saber que bater num professor acarreta expulsão e reformatório.
Sem este tipo de medidas civilizadas, corremos o risco de estar a criar uma geração de criminosos sem temor ou respeito por nada.
Como eu temia a aluna foi ouvida pela psicóloga e pela PSP, quando deveria ter sido levada para a esquadra, sovada e ficado a aguardar que o encarregado de educação a lá fosse buscar, depois de convenientemente identificado e, se necessário, igualmente sovado.
A professora regressou à escola... Depois de agredida a soco e pontapé. Vejam bem, não fosse faltar a alguma aula...
Miséria de País que assim procede...

Da democracia


Confusão das classes – A igualdade que a democracia proclama não convém à organização das classes, mas apenas à sua confusão e dispersão. A democracia não cuida de que as profissões, como tais, vivam em corporações, pelo contrário, evita a sua organização com o receio de que elas se possam opor à sua única aspiração – o domínio político por intermédio da maioria parlamentar. Além disso, as classes não se encontram apoio seguro para sua protecção, dada a instabilidade dos homens e das leis que é própria do regime democrático.
A democracia leva a indisciplina aos meios operários, falseando-lhes a noção de dever, pela ampla atribuição de direitos que nunca podem ser concedidos e pela propaganda anti-religiosa dos seus agentes. À igualdade como dogma abstracto, correspondem as desigualdades e diferenças que a natureza estabelece. A democracia, pela ilusão de liberdade, escraviza o trabalho à tirania da oferta e da procura e torna os homens escravos. Em democracia não há nenhum critério de apreciação de vantagens morais e profissionais. A urna fala, cala-se contente a teoria, mas os factos e o bom senso protestam contra a burla. A democracia é o regime político em que os labregos, pretensamente, escolhem quem os governa, ficando depois nas mãos de tribunos amorais e vis que os espezinham escudados na pretensa legitimidade que lhes foi conferida.

domingo, 15 de março de 2009

Da Necessidade de Haver Mais Rigor na Escolha e Manutenção do Titulares


O ser Professor Titular é algo de extraordinariamente importante numa sociedade em que se tinham perdido os valores da excelência e do mérito. Esta última legislação, com a graça de Deus, vem tornar tudo mais consentâneo com a grande obra que foi a criação. Deus quando criou o mundo premiou o Homem, entre muitas coisas, ao fazê-lo à sua imagem e semelhança e, também por isso, determinou que a sociedade se regulasse por hierarquias claras e fáceis de interpretar. O Homem é o rei da criação e dentro do Homem há o que têm maior apetência natural para o exercício de cargos de maior exigência. Assim nasceram as raças, as etnias, as famílias e os títulos.
Como de direito, e em obediência à vontade do Senhor, cremos que nem todos os Homens nasceram com a necessária aptidão herdada para o exercício desses cargos. Pelo que deveremos corrigir as situações em que se verifiquem desfasamentos entre a responsabilidade atribuída e o grau de merecimento. Olhemos para o topo da hierarquia nossa república e verificaremos que o berço é fundamental… Bem podeis fazer o quiserdes, há coisas que ou se nasce com elas ou não…
Atalhando a direito, penso que, para a dignificação dos Professores Titulares, deveria ser retirada a Titularidade a quem não só não demonstrasse ter o perfil adequado, que vem do berço, como a quem não provasse ter proventos próprios, de preferência de Família, que lhe permitisse manter um certo padrão de dignidade que o salário auferido pelos professores, mesmo se Titulares, não permite. Um Professor Titular não pode ser confundido com um pedinte e, para isso, tem que ter bens pessoais; da mesma forma que me parece inconcebível que uma Professora Titular não se dê aos cuidados dos seus cabeleireiros pelo menos duas vezes por semana, para além de dever andar, como os seus Colegas masculinos, irrepreensivelmente ataviada.
Pelo que fica, das duas uma: ou quem manda paga condignamente a quem é Professor Titular, nem que para isso tenha que cortar no vencimento dos outros ou, então, dever-se-á aferir se quem está em condições burocráticas de ser Titular está, também, em condições económicas de o ser. Só assim as coisas serão como devem ser.

Prevenção de Doenças

Doenças Venéreas

Apesar de todas as precauções, pode contrair-se o venéreo onde menos se espera e até fora das relações sexuais; sendo por isso da maior necessidade evitar qualquer contacto das mucosas ou da pele ferida, com coisa que possa estar corrompida do pus dessa doença, como o rebordo dos urinóis, o assento ou a bacia das latrinas, as roupas de uso dos enfermos, os púcaros e outras vasilhas por onde eles beberam, os bocais dos instrumentos que toquem, a ponta dos cigarros e as navalhas com que se tenham barbeado.
Adquirida a doença, seja como for, deverá logo ser denunciada, por interesse próprio e alheio, em vez de se pedirem a curandeiros conselhos, quase sempre prejudiciais, e cumprir-se à risca as prescrições do médico, basta cada um acautelar-se de levar os olhos as mãos sujas de pus, que lhes podem causar grandes inflamações, de onde pode resultar cegueira irremediável.
Covém não esquecer que mesmo os Titulares podem contrair o venéreo...

sábado, 14 de março de 2009

A Higiene Corporal

O Tratamento das Unhas

As unhas das mãos que correm o risco de se lascarem ou estalarem, produzindo dores e muitas vezes inflamações, devem ser cortadas não tanto que não dêem apoio aos dedos, mas o bastante para que não estalem, nem dificultem a preensão, isto é, ao nível das polpas, fazendo-se-lhes um corte em curva e polindo-as com uma lima para as tornar lisas.
Quanto às unhas dos pés os cuidados devem ser os mesmos. Deixando-as crescer muito, correm o risco de se virarem ou lascarem provocando o encravamento. Cortando-as demasiado, sobretudo nos ângulos, deixam de dar ao pé o apoio necessário para as marchas e tendem a encravar-se nas carnes, provocando dores horríveis que podem reclamar intervenção cirúrgica. As unhas dos pés, principalmente as dos dedos grandes devem ser cortadas em linha recta, de modo a que os ângulos sobressaiam um pouco à polpa dos dedos.

O Professor Titular deve ter em conta estes conselhos e apresentar-se sempre com as unhas impecavelmente tratadas. Deve verificar se os outros também o fazem e zelar para que não haja baixas médicas por causa de infecções motivadas pelos encravamentos. Uma vez por semana, o corpo docente não Titular, deve apresentar-se com os pés descalços, sugerimos as quartas-feiras à tarde, para que o Titular encarregado verifique se estes procedimentos estão a ser observados.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Novas Tecnologias Aplicadas a Velhas e Boas Ideologias...

Comunicação

Por lapso técnico, devido ao facto do colaborador que programou isto não ser Titular, os comentários estavam com algumas restrições. Eu Próprio, devido a um aviso de uma professora quase Titular, mas que não o foi por uns pontos, já corrigi o erro do facínora que, a seu tempo, avaliarei em conformidade.
Já estão totalmente abertos os comentários das portas do Céu.
Aproveito para solicitar aos não Titulares que não insistam mais em pedir para entrarem na Ordem...

A Alimentação Saudável

Bebidas artificiais alcoólicas

O vinho – é a bebida alcoólica mais importante para a saúde e economia nacionais. Beber vinho é estimular a economia nacional e dar de comer a muitos portugueses. Deve beber-se quotidianamente, pelo menos por duas ou três vezes, pois favorece as digestões, excita o organismo e tonifica-o. Não se deve porém abusar dele, pois o seu uso imoderado produz um enervamento dos sentidos, enfraquecimento das funções cerebrais, rebaixamento das qualidades morais e lesões graves em alguns órgãos.
O vinho deve ser puro e de boa qualidade, não se devendo, pelo atrás descrito, ultrapassar os 15 decilitros diários. Nestas quantidades, para os adultos, o vinho não prejudica, pelo contrário, auxilia a digestão e o desenvolvimento geral do indivíduo.
Todo o professor que seja Titular deve, pois, bebê-lo com a regularidade aqui prescrita, para se manter firme e digno no seu Magistério.

Oportunamente falaremos sobre os benefícios do vinho nas crianças.

O desejo inconsciente do Doutor Guinote...

O que o Doutor Guinote queria dizer e não conseguiu...


quinta-feira, 12 de março de 2009

A nossa geração é feliz

A nossa geração é feliz porque em todo o mundo processa-se, actualmente, uma vaga de progresso sob o ponto de vista da educação sexual. Publicam-se livros, fundam-se sociedades, a Igreja toma posição favorável, médicos e educadores lançam-se à tarefa.
Há ainda muita obscuridade, muita confusão, porque certos pais comodistas querem transferir o ónus da Educação sexual de seus filhos aos professores, aos médicos, aos sacerdotes no confessionário, às enfermeiras.
A Educação sexual dos filhos compete aos pais. É matéria bastante simples, simples como tudo o que é natural, simples como a verdade. E é absolutamente necessária.

Ascenção...

Na minha escola atingi a titularidade por um processo iniciático que me deixou um sabor a sal na ponta da língua. Não é pelo sabor, pois que este me é agradável, o que mais me custou foi que algumas das iniciandas têm o hábito de fumar, pelo que, ao fim de algumas horas acabei por ficar com o horrível sabor a papel de música. Mas valeu a pena, todas ficaram satisfeitas. Até as titularíssimas executivas, que já não se lembravam de tais e deliciosos sacrifícios, há séculos, que a nobreza da titularidade instituída pelo novo Estatuto Feudal que, ainda bem e já tardava, por aí anda.
Tenho pena que esta forma de atingir a titularidade não tenha atingido os píncaros de um edifício tão situado e visitado nos últimos tempos, pois, se isso tivesse acontecido, a minha iniciação dar-me-ia acesso a ainda mais títulos e a escorraçar quejandos que o não merecem.

A Pátria


A Pátria é o torrão querido que nos viu nascer, a casa onde decorreu a nossa mocidade; os prados, os bosques, as montanhas, os rios e as ribeiras que serpenteiam através dos vales; o horizonte, ora azul, ora anuviado, que nos extasia os olhos; a cidade, a vila, a aldeia ou a simples choupana onde habitamos; a casa da escola, cheia de recordações saudosas, a igreja, com o seu campanário, mirando, do alto, tudo à roda.
Foi no meio de tal cenário que a nossa alma recebeu as primeiras impressões, de todas as mais duradouras. Assim é, pois, que sempre que a ideia de Pátria surge aos olhos do nosso espírito, o que primeiro vemos é o torrão natal, por ser o que melhor conhecemos, e aquele, entre todos, que o nosso coração naturalmente prefere.(…)
A Pátria é a família com as suas íntimas alegrias, as suas tristezas que são de todos. (…) À medida que os filhos vão estando educados, vão-se dispersando, para fundarem, por sua vez, novos lares; mas os laços de sangue continuam, sempre, a aproximá-los, como ramos saídos do mesmo tronco.


Trindade Coelho, Manual político do cidadão português

Onde iremos parar com tanto facilitismo …

Ao que se lê no Diário de Notícias um professor, não sabemos se Titular ou outro, terá dado um cachaço num aluno que lhe deixou o pescoço todo vermelho, o que motivou a indignação do pai, de cujo nome esquisito já me esqueci.
Este episódio ilustra bem a necessidade que há em regressar à moda antiga, se o professor não andasse misturado com os alunos, indiferenciando-se por entre eles, tal não teria acontecido. Dever-se-ia fazer regressar o ponteiro, para que o professor, do estrado, pudesse punir o aluno sem ter que se aproximar dele. Um ponteirada na cabeça teria sido muito mais adequado, eficaz e higiénico, não dando lugar a discussão, já que se teria utilizado o material didáctico para o efeito. O próprio indivíduo com o nome esquisito assume o mau comportamento do filho, que estaria a rir, muito possivelmente de forma desbragada, dentro da sala de aula.
Devemos aprender com a experiência, quando for nomeado Director voltarei a introduzir este pedagógico instrumento em todas as salas de aula.

Boa luz nos traz este espaço

Caríssimo e Distinto Colega,
Muito me honrou o seu convite que aceitei de imediato, pese embora alguma resistência que ainda vou tendo com estas coisas novas. Mas, em prol da educação não poderia faltar ao seu chamamento…
Ainda lembro o hino que cantávamos no colégio…

A Escola é Sol bendito
que alegra e consola,
bem-haja o professor
bendita seja a Escola.

Luz doce e peregrina
que nos alumia,
transforma a treva em Luz,
transforma a noite em Dia.

Que Deus o guarde como só ele sabe,
respeitosa e calorosamente,
Armando

quarta-feira, 11 de março de 2009

Apresentação

Somos o blogue da Ordem dos Titulares, feito por e para Titulares. Cremos que chegou a hora de assumirmos a nossa titularidade e natural posição de relevo nas escolas. Não somos uns quaisquer, somos os mais experientes e qualificados - somos Titulares.
Aceitamos a colaboração de outros Titulares que, sem complexos de qualquer tipo, assumam, de direito, honrar o cargo que ocupam e que constitui o topo da classe de professores.
Sem mais, por ora.
Sejam benvindos e podem começar a inscrever-se que, depois de confirmados, receberão as devidas instruções.

Comunicação

Este Blogue já se encontra aberto a todos os professores Titulares que nele se queiram inscrever, apenas se aguarda pela redacção final da mensagem que está a ser ultimada pelo Conselho da Ordem.