domingo, 15 de março de 2009

Da Necessidade de Haver Mais Rigor na Escolha e Manutenção do Titulares


O ser Professor Titular é algo de extraordinariamente importante numa sociedade em que se tinham perdido os valores da excelência e do mérito. Esta última legislação, com a graça de Deus, vem tornar tudo mais consentâneo com a grande obra que foi a criação. Deus quando criou o mundo premiou o Homem, entre muitas coisas, ao fazê-lo à sua imagem e semelhança e, também por isso, determinou que a sociedade se regulasse por hierarquias claras e fáceis de interpretar. O Homem é o rei da criação e dentro do Homem há o que têm maior apetência natural para o exercício de cargos de maior exigência. Assim nasceram as raças, as etnias, as famílias e os títulos.
Como de direito, e em obediência à vontade do Senhor, cremos que nem todos os Homens nasceram com a necessária aptidão herdada para o exercício desses cargos. Pelo que deveremos corrigir as situações em que se verifiquem desfasamentos entre a responsabilidade atribuída e o grau de merecimento. Olhemos para o topo da hierarquia nossa república e verificaremos que o berço é fundamental… Bem podeis fazer o quiserdes, há coisas que ou se nasce com elas ou não…
Atalhando a direito, penso que, para a dignificação dos Professores Titulares, deveria ser retirada a Titularidade a quem não só não demonstrasse ter o perfil adequado, que vem do berço, como a quem não provasse ter proventos próprios, de preferência de Família, que lhe permitisse manter um certo padrão de dignidade que o salário auferido pelos professores, mesmo se Titulares, não permite. Um Professor Titular não pode ser confundido com um pedinte e, para isso, tem que ter bens pessoais; da mesma forma que me parece inconcebível que uma Professora Titular não se dê aos cuidados dos seus cabeleireiros pelo menos duas vezes por semana, para além de dever andar, como os seus Colegas masculinos, irrepreensivelmente ataviada.
Pelo que fica, das duas uma: ou quem manda paga condignamente a quem é Professor Titular, nem que para isso tenha que cortar no vencimento dos outros ou, então, dever-se-á aferir se quem está em condições burocráticas de ser Titular está, também, em condições económicas de o ser. Só assim as coisas serão como devem ser.

9 comentários:

Anónimo disse...

Concordo plenamente e subscrevo. Também não se deve esquecer a depilação, a ida à esteticista para os tratamentos semanais, a frequência do SPA da moda, ahhhhhhh e claro, o trapito tem que ser das melhores marcas. Nos sapatos só o Onofre.

Titular da Casa Branca

Grão-Titular disse...

Minha senhora, se reúne as condições, junte-se a nós.

Maria Lisboa disse...

Exija-se o subsídio de titularidade e não se esqueça o subsídio para despesas de apresentação!

Anónimo disse...

Claro que reuno as condições...só não concorri ao cargo! Foi-me transmitido por herança directa, tá a ver?

Titular da Casa Branca

Titular da Casa Branca Profª Drª disse...

Agora já não apareço como uma simples zeca "anónima" , cruzes, canhoto!

Grão-Titular disse...

Muito bem, concordo absolutamente, não deve ser só pedir excelência, é preciso pagá-la.

António da Cunha Duarte Justo disse...

Quem dá Titularidades exige o seu preço. Este parece ser uma banalização do ensino cada vez mais ampliada. Os boys parecem estar interessados no controlo: o resto não interessa. Esta e´ a democracia que temos.
Aqui na Alemanha creio que o título não se imporia devido ao sentido democra´tico dos colegas professores!
De acordo!
Naturalmente que o preço excelência será pago pelos de baixo e por uma sociedade cada vez mais carneiro. O Estado democra´tico aposta cada vez mais so´ em alguns. A nomenclatura dirigente tera´ força para acomodar o resto do proletariado. Ela sabe que todos so´ olham para cima, sem se importarem do que acontece ao lado.
Antonio Justo

Grão-Titular disse...

A resposta a este comentário é o post:

http://ordemdostitulares.blogspot.com/2009/03/depois-de-uma-ida-ao-parlamento.html

Anónimo disse...

Parece-me que o comentário do António é meio tonto. Completamente tonto. Dee ser do frio da Alemanha